Quem enfeitiça quem???

feitiçoNós, seres humanos, somos tão complexos… São tantos ‘altos’ e tantos ‘baixos’, tanta fé que muitas vezes se esvai em ansiedade, no medo ou na indignação. São tantos pensamentos, movimentos e sentimentos os quais muitos são incontroláveis, outros naturais ou ainda determinantes… enfim, ao meu ver, somos de difícil definição… (sempre me “preocupo” quando alguém se determina bom demais, ou absolutamente controlado de si mesmo, ou carregado de verdade absolutas se considerando isso ou aquilo… ufa…. vale muita reflexão!!!)

Sob tamanha complexidade, estamos normalmente preocupados com demandas, com cargas, com magias e feitiços espirituais principalmente aquelas que vem do outro, aquelas arreadas em esquinas, envoltas de velas pretas ou galinhas mortas, porémmmm….  nada melhor do que parar um pouco agora e ler esses pequenos trechos que separei. É retirado do livro “Magia de Redenção” de Hercilio Maes pelo espírito RAMATÍS, e vale muito a pena!

Axééé…

 

ENFEITIÇAMENTO MENTAL

— Qual é a diferença entre o feitiço verbal e o feitiço mental?

RAMATIS: — Sem dúvida, quer seja feitiço verbal ou mental, o pensamento é sempre o elemento fundamental dessa prática maléfica, pois não existem palavras sem pensamentos e sem idéias.

Quando o homem fala, ele mobiliza energia mental sobre o sistema nervoso, para então acionar o aparelho de fonação e expressar em palavras as idéias germinadas na mente. E o feitiço mental ainda pode ser mais daninho do que através da palavra, pois é elaborado demorada e friamente sob o calculismo da consciência desperta, em vez de produto emotivo do instinto incontrolável.

O enfeitiçamento verbal produzido pela maldição ou pela praga pode gerar-se num arrebatamento de cólera, contrariedade ou desforra de natureza mais emotiva ou explosiva, produzindo mais fumaça do que ruínas! Faltando-lhe a premeditação, que confirma o impacto ofensivo, também pode ser menos prejudicial.

— Quais são os motivos que tornam o feitiço mental mais ofensivo do que o enfeitiçamento verbal?

RAMATIS: — O feitiço mental, quase sempre, é fruto do ciúme, do amor próprio, da frustração, vingança e humilhação, pois germina e cresce no silêncio enfermiço da alma e sob a consciência desperta do seu autor. O feitiço mental pode ser mais grave do que o feitiço verbal, porque fecunda-se na covardia silenciosa e ignorada do mundo profano.

Quem amaldiçoa ou roga pragas, assume em público a responsabilidade de sua desforra intempestiva. Mas o que enfeitiça pela mente, resguarda-se no anonimato hipócrita e ainda continua a gozar de bom conceito público.

— Qual é o processo ou mecanismo que faz o pensamento ferir à distância, movido por um veemente desejo de vingança?

RAMATIS: — A mente humana, quando tomada de raiva, ódio, cólera, inveja ou ciúme, produz energias agressivas que perpassam pelo cérebro perispiritual e fazem baixar lhe o padrão vibratório, alterando também as demais energias astralinas e etéricas que ali se encontram em circulação.

Então, produz-se um fenômeno que podia ser definido por “coagulação” etéreo-astral, lembrando o caso da onda de frio que, ao atuar no seio da atmosfera do vapor de água, solidifica-o na forma de gotículas. Lembra, também, a corrente elétrica perpassando por uma solução salina, quando produz a
precipitação verificada em laboratórios de química e física.

As ondas mentais também ficam alteradas e intoxicam a própria atmosfera mental em torno do cérebro humano, produzindo substâncias que, baixando vibratóriamente, tornam-se nocivas e devem ser eliminadas do campo psíquico e áurico do homem. Mas elas, em vez disso, penetram na circulação humana afetando o sistema endocrínico, linfático, nervoso e sanguíneo, produzindo doenças de origem ignorada. Por isso, as criaturas violentas, coléricas, irritáveis, pessimistas, ciumentas, invejosas e que se injuriam facilmente, quase sempre são vítimas de alergias inespecíficas, urticárias, nefrites e eczemas neuro-hepáticos, surtos de disenteria ou hemorroidas, consequentes do desequilíbrio mental e descontrole psíquico.

— Qual é a definição mais clara do pensamento?

RAMATIS: — O pensamento é uma vibração da mente; ainda é matéria, embora sutilíssima, que provoca a ruína de outrem, quando lançado sob o impacto tóxico da mente vingativa.

É um fenômeno análogo ao da luz, pois se propaga em ondas, as quais vão-se enfraquecendo à medida que aumenta a distância que percorrem. Mas o pensamento é muitíssimo superior ao fenômeno da luz, porque ele é uma vibração de matéria mais quintessenciada e a sua produção exige múltiplos fenômenos fisiológicos do corpo humano.

Aliás, a concentração cerebral, exigida pela função de pensar, faz afluir para o cérebro maior volume de sangue. Os médicos provam isso, atualmente, com uma pessoa deitada numa balança, pois esta inclina-se para baixo, assim que se processa a atividade da pessoa pensar. É evidente que os pensamentos vão muito além das palavras, principalmente quando são vitalizados por uma pessoa de vontade forte e experimentada, que então pode guiá-los tão seguramente quanto o operador à distância maneja o seu controle remoto.

O homem, ao pensar, imprime impulsos vibratórios no seu corpo mental, resultando, simultaneamente, a produção de “ondas” e de “formas-pensamentos”.

Conforme a lei de repercussão vibratória, a vibração do corpo mental se propaga pela matéria que a rodeia, assim como a vibração da campainha se dissemina pelo ar atmosférico ou ambiente onde é acionada.

A atmosfera e o éter, que interpenetram todas as coisas do macro e do microcosmo, estão impregnados de substancia mental proveniente da própria Mente Cósmica e respondem prontamente a quaisquer impulsos vibratórios da mente humana. Esses impulsos mentais vibratórios produzem uma espécie de ondulação, à semelhança das ondas produzidas pelas pedras lançadas sobre a superfície da água e que se propagam em todas as direções e muitas dimensões, assim como acontece com a irradiação da luz do Sol ou de uma lâmpada.

As ondas mentais, que se formam e expandem-se em todas as direções, são multicores e opalescentes, mas se debilitam à medida que se difundem a maior distância, lembrando o fenômeno que acontece comumente com as bolhas ou bolas de sabão, que vão se diluindo conforme o seu tempo de vida.

— Como se explica que os pensamentos lançados para além do indivíduo que os produz ainda possam causar-lhe influência pessoal?

RAMATIS: Lembramos-vos que no estado presente de evolução humana a maioria dos pensamentos dos homens ainda estão centralizados neles mesmos, porque são fundamentalmente egoísta, e só circulam em torno dos seus próprios autores ou pensadores, formando-lhes uma espécie de couraça ao redor do seu corpo mental. Quando tais pensamentos são mórbidos, tristes ou coléricos, eles criam preocupações aos seus próprios autores, pois avivam-lhes os estados emotivos de melancolia, inquietação e desespero, justificando-se a velha lenda de que o “feitiço sempre se volta contra o próprio feiticeiro”!

Sem dúvida, os pensamentos heróicos, decididos, animosos e confortantes, também incentivam as mentes sob tal vibração, pois influem incessantemente na propagação de idéias semelhantes. No entanto, os produtos mentais vigorosos, que depois geram vinganças, crimes ou suicídios, são verdadeiros enfeitiçamentos mentais que chegam a impelir outras criaturas a cometer iguais desatinos.

 – Como se explica isso?

RAMATIS: Certos tipos de crimes, suicídios ou acontecimentos trágicos criam formas-pensamentos tão vigorosas, nítidas e duradoras, que chegam a induzir outras pessoas sintonizadas na mesma faixa vibratória, a praticarem atos semelhantes. Eles seguem a mesma linha trágica de ondas e pensamentos que deram origem e eclosão aos acontecimentos funestos ocorridos anteriormente. À semelhança das ondas, essas formas-pensamentos vagueiam e convergem para o primeiro aparelho mental sintonizado na mesma gama vibratória ou semelhança de pensar.

O homem vacilante, mas sob o impulso incontrolável do ódio, que pensa em matar o desafeto, ou ainda num suicídio desesperado, mas falta-lhe a coragem para cometer tal  desatino, pode captar o mesmo impulso mental alucinatório de outrem e fortalecer a sua idéia macabra pela sugestão e influencia alheia. As formas-pensamentos que alimentaram os fatos trágicos terminam por preencher o hiato de vacilação mental, impelindo emoções, a praticar o crime ou a sua destruição. Na verdade, esses pensamentos mórbidos não matam, mas fortalecem e empurram outros pensamentos semelhantes a acionarem a criatura que se deixou auto-hipnotizar por qualquer intenção desesperada.

Retirado do Livro MAGIA DE REDENÇÃO –

HERCILIO MAES – Pelo Espírito RAMATÍS

por Mãe Mônica Caraccio

6 ideias sobre “Quem enfeitiça quem???

  1. Excelente texto. Surpreendente, não fazia idéia da dimensão que atinge um pensamento.
    Grande ensinamento!
    ps. adorei as explicações de Física.

  2. Axé Mãe!
    Assuntão! Como é complexo!
    Pensar que com o nosso pensamento podemos acionar forças até incontroláveis, é assustador.
    Necessário se faz observar os pensamentos e quando surgir algo errado no meio deles, pedir Maleime.

    Axé!

  3. Devemos sempre estar atentos ao que não vemos, jamais esquecerei disso Mãe!!
    Axé!!

  4. Axé mae!!

    Orai e vigia sempre! Tanto os nossos pensamentos quanto as nossas falas! Não podemos dar brecha para esse tipo de vibração!
    Gratidão por mais esclarecimentos!

  5. Axé Mãe, que texto forte! Parece algo tão “bobo” inocente sentir raiva, ciúmes e na verdade cria uma atmosfera tão densa ao nosso redor. Me faz refletir o quanto devo vigiar meus pensamentos e sentimentos. Te agradeço por me fazer pensar o que devo vibrar em meu entorno.
    Depois de ler o texto, Nossa! Fico a imaginar os guias espirituais quando olham para nós e vêem um campo vibratório baixo gerado pelos sentimentos mais egoistas que alimentamos. Vixe!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.